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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudou o comando dos Correios, mas manteve a estatal como feudo do PMDB. Após demitir Carlos Henrique Custódio, ligado ao ex-ministro das Comunicações Hélio Costa (PMDB), o Planalto indicou para presidente da empresa David José de Matos, que integrou o governo de José Roberto Arruda, que deixou o cargo acusado de capitanear o mensalão do DEM no Distrito Federal. "Havia uma necessidade de dar uma oxigenação nos Correios", disse o ministro das Comunicações, José Artur Filardi, ao justificar a troca de comando. No xadrez das relações de PT e PMDB, a nomeação de David de Matos fortalece aliança em Brasília, já que peemedebistas formam chapa com o candidato petista ao governo do DF, Agnelo Queiroz. Ex-secretário-geral da Novacap, estatal do DF responsável pela execução de obras de urbanização, o novo presidente dos Correios é ligado ao PMDB de Brasília. Após ser demitido pelo ministro das Comunicações, Custódio disse que a decisão não partiu do ministério e, "ao que tudo indica", foi orientação da Casa Civil e do presidente da República. Além dele, também o diretor de Gestão de Pessoas da estatal, Pedro Magalhães, foi exonerado. Para substituí-lo, o escolhido é Nelson Oliveira de Freitas. O processo de "fritura" da cúpula dos Correios se intensificou nos últimos meses. No início de junho, o Estado noticiou que Lula havia adiado a decisão de demitir a diretoria da empresa para não prejudicar a aliança do PT com o PMDB em Minas. O PMDB, partido de Hélio Costa, havia indicado boa parte da diretoria da empresa. No mês passado, porém, as demissões foram iniciadas, com a saída do diretor de Operações, Marco Antonio Oliveira. Ontem o governo anunciou que, em seu lugar, será nomeado Eduardo Artur Rodrigues Silva, ex-presidente da VarigLog. Custódio recebeu a notícia de que deixaria a presidência dos Correios após participar de evento com Lula, realizada ontem no Clube do Exército, em Brasília, mas, segundo Custódio, durante o evento Lula não deu a ele qualquer sinal sobre a demissão. O ministro das Comunicações negou que a decisão tenha sido política. Segundo Filardi, a decisão é "administrativa", em consequência das frequentes reclamações sobre o atraso das correspondências e encomendas nos últimos meses. Fonte: Fonte Estadão |